Descubra: Um por todos e todos por um



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Nós hoje, como corpo de Cristo, como igreja, devemos aprender com Davi que a batalha é uma ação coletiva, cada membro desempenhando um papel diferente. Só porque 200 se cansaram e ficaram para trás não significa que não tiveram parte na vitória. Eles ficaram cuidando das bagagens. Subentende-se que cuidaram da bagagem de todos os 600 homens. Dessa forma, os 400 podiam se locomover mais facilmente, sem peso para carregar, e ainda ter certeza que seus pertences não seriam levados pelos moradores ou nômades da região. Os 200 contribuíram para a vitória. A vitória é uma vitória coletiva, e assim, cada homem deve ter uma parte igual dos despojos.

Davi não deixa que aqueles “homens maus e filhos de Belial” estraguem a vitória que Deus lhes deu. Ele garante que os despojos sejam igualmente distribuídos entre todos os 600 homens. E o que ainda mais lindo é que eles não ficam com todos os despojos dessa vitória. Nos versos 26 a 31 de 1 Samuel 30, vemos que Davi faz uso de boa parte dos despojos para com eles abençoar algumas cidades israelitas que ele e seus homens costumavam frequentar. Mostra gratidão, generosidade e tato diplomático. Talvez Davi já esteja preparando terreno e ganhando aliados para o seu futuro governo. É bem provável que aquelas cidades tivessem sido atacadas pelos amalequitas e sofrido algumas perdas. Provavelmente alguns despojos tinham sido tomados deles.

Aquelas cidades são aqueles lugares que Davi e seus homens costumavam frequentar. Talvez  algumas delas foram invadidas e saqueadas pelo próprio Davi. Alguns homens daquelas cidades eram amigos de Davi. Lembrando que Davi era da tribo de Judá, e muitas daquelas cidades estavam no território de Judá, o que fazia deles parentes de Davi. E o interessante é que pouco tempo depois estes beneficiários da generosidade de Davi foram os primeiros a abraçá-lo como seu rei.

Muitas vezes precisamos tomar decisões que nosso companheiros de batalha não entendem. A igreja toda precisa ser cuidada, preservada, e pessoas são mais importantes do que projetos, bens ou posições. Vidas cansadas, quebradas e feridas precisam ser reanimadas, curadas, consertadas.


Essa e outras reflexões você encontra no Livro “Restaurando os soldados feridos” – Abe Huber, MDA Publicações, 2010.
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