Dica de Ilustração para a sua célula: O que posso dar ao Rei?



Dica de Ilustração para a sua célula O que posso dar ao REI

 

Conta-se de um mendigo que vivia numa barraca pequena e muito pobre, na beira da estrada. De vez em quando ele saía para a beira da estrada e ficava ali, a pedir esmolas de quem passava. Um dia, ele ouviu um grande som de cornetas e tropel de cavalos naquela estrada. Era o rei que estava vindo inaugurar um obra próxima à cabana daquele mendigo.

Ao ver o rei se aproximar, o mendigo, da porta da sua cabana, mais que depressa começou a clamar:

– Ó rei, ó rei… Uma esmolinha, por favor!

O bom rei, ouvindo aquilo, mandou parar a carruagem. Desceu e postou-se bem à frente do mendigo. E perguntou:

– Bom homem, eu vim receber alguma coisa de você. Você tem algo que pode me dar.



O homem pensou: “Que sovina. Não me dá nada e ainda quer algo de mim!” E falou:

– Não, bom rei; o teu servo não tem nada, nada.

O rei, apontando para um saco de arroz num canto da barraca, pergunta:

– E aquilo lá, o que é? Você pode me dar um pouco daquilo!

O mendigo ficou verde de raiva. Como aquele rei se atrevia a pedir da única coisa que ele tinha para comer? Ele não tinha tudo de que precisava? Não tinha mais arroz nos seus palácios do que qualquer súdito? E assim pensando, meteu a mão no saco e de lá tirou oito grãos de arroz e depositou-os na mão do rei.

– Muito obrigado, meu bom homem – falou o rei.

O rei subiu na carruagem para ir embora. O mendigo ficou resmungando, frustrado pela falta de sorte sua e pela petulância do rei em pedir do pouco que ele tinha.

Enquanto a carruagem se preparava para partir, um servo do rei voltou até à cabana e entregou um saquinho ao mendigo, dizendo:

– O rei manda dizer que o seu retorno é proporcional ao seu investimento.

Ele abriu o saquinho, e lá dentro estavam os oito grãos de arroz e oito diamantes, um diamante para cada grão. Então o mendigo de repente caiu em si. Ele estava bem suprido, mas poderia estar mais. Mais que depressa ele pegou o saco de arroz e saiu gritando:

– Rei, espere! Tome mais! Pegue mais arroz…! Leve o saco todo!

Mas já era tarde. A carruagem já ia longe, deixando apenas um rastro de poeira atrás de si.

Extraído do Livro “Dinâmicas:  Quebra-gelos e ilustrações“. Ivanildo Gomes, MDA Publicações, 2011.

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