Discipulado instrumento de cura

autoridade-discipulado-mdaNa Grande comissão, Jesus disse: “Ide… fazei discípulos…” (Mateus 28.19). Ele não disse“Ide… fazei convertidos.” No entanto, parece que muitos não têm levado isso a sério. E, existe uma grande necessidade de um verdadeiro funcionamento do discipulado bíblico, hoje em dia. Sem dúvida, existem muitos modelos baseados nos princípios da Palavra de Deus, que funcionam maravilhosamente. Neste capítulo, quero compartilhar um pouco sobre o modelo de discipulado que tem funcionado muito bem na igreja onde servi como pastor por quase vinte e quatro anos, em Santarém, a Igreja da Paz Sede Regional, e hoje, igualmente, já por mais de cinco anos na Igreja da Paz em Fortaleza-CE. Também quero mostrar como o discipulado é um instrumento de cura e, portanto, um canal poderoso de Deus para ajudar seu povo a crescer em santidade.

Nas Igrejas da Paz em todo o Brasil, praticamente todos os membros participam de uma célula. O líder da célula é discipulado pelo supervisor. Os auxiliares do líder são discipulados pelo dirigente e os membros da célula são discipulados pelos auxiliares. A visão é que todos na igreja sejam discipulados, desde o pastor titular até o mais novo convertido. Esse discipulado acontece uma vez por semana, e o discipulador e o discípulo são do mesmo sexo.

O discipulador é alguém designado pela liderança da igreja a se reunir regularmente com o discípulo, acompanhá-lo e ajudá-lo na vida espiritual. Esse encontro semanal deve ser feito de maneira informal e com muita naturalidade. Apesar de termos um material bem preparado para os iniciantes, o segredo principal não é o material, mas um discipulado espontâneo baseado num relacionamento profundo. Acima de tudo, o discipulado é a transferência da vida de Jesus do discipulador para o discípulo.

O discipulador tem a responsabilidade de cuidar bem de cada um dos seus discípulos, um por um. É  aconselhável ter um número de discípulos que permita cuidar bem de cada um deles, do que ter muitos e não ter como cuidar bem. Ele deve amar os seus discípulos e, como um pai, corrigi-los também.

O discipulador nunca deve ser dominador, nem usar de autoritarismo para com os discípulos. Para evitar qualquer tipo de manipulação, dominação ou autoritarismo, temos ensinado os discípulos a, amorosamente e respeitosamente, confrontar seus discipuladores, se houver qualquer tipo de abuso de autoridade. Se não houver arrependimento e mudança, o discípulo sabe que ele deve apelar para o discipulador do seu discipulador. Todos estão debaixo de cobertura, de forma que todos têm o privilégio e a responsabilidade de prestar contas para a sua liderança.

O discípulo é encorajado a ser transparente com seu discipulador, colocando em prática Tiago 5.16 “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros…” A segunda parte deste versículo mostra a responsabilidade do discipulador “… e orai uns pelos outros, para serdes curados…”

Aquelas coisas que foram confessadas pelo discípulo devem ser mantidas em sigilo absoluto pelo discipulador. Entretanto, às vezes, é necessário pedir permissão ao discípulo para compartilhar o problema com outra pessoa da liderança, que possa ajudá-lo a alcançar a vitória naquela situação.

Se um discípulo não for transparente com seu discipulador, ele não deve ser forçado a isso. Com muita franqueza, o discipulador deve ensiná-lo sobre os benefícios de uma vida transparente; mas, acima de tudo, o discipulador deve ser paciente, humilde e exemplar. O discipulado envolve tempo e relacionamento.  Às vezes, para conquistar a confiança do discípulo, é preciso mais tempo juntos, para que haja, por parte do discipulador uma demonstração clara de confiabilidade. O discipulado é para a proteção espiritual do discípulo, para seu crescimento espiritual e para o desenvolvimento do seu chamado.

“O qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (Colossenses 1.28).

3D Livro Arrependimento das Obras Mortas

Extraído do Livro “O arrependimento das obras mortas” – Antônio Cirilo & Abe Huber, MDA Publicações, 2011.

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