O princípio da compaixão pelos perdidos

tumblr_lv4kocusBa1qhcccuo1_1280No versículo 18 de João 17 vemos o princípio: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo”. Jesus contagiava os seus discípulos com o amor pelas almas perdidas. Eu imagino que em certa ocasião alguém chegou para Jesus e disse que tinha um recado do fariseu Nicodemos. Ele havia mandado dizer que queria ver Jesus, mas queria que fosse à noite. Naquela época não havia luz elétrica, então a noite era muito escura. Posso até imaginar os discípulos argumentando com Jesus, dizendo que ele não deveria comparecer porque os fariseus eram muito hipócritas, que de dia falavam mal dele e de noite queriam vê-lo, e, além disso, Jesus poderia ser mal interpretado porque ele condenava os fariseus publicamente por causa das suas más obras.

Se Jesus fosse visto com um fariseu, iriam pensar que ele era falso. Então Jesus começa a explicar para eles que uma alma vale mais que o mundo inteiro, pelo que iria correr o risco de ser mal interpretado e se encontraria com Nicodemos, mesmo que fosse de noite. Jesus sabia que naquela noite iria, pelo menos, abrir o caminho para que Nicodemos nascesse de novo. Assim, deste precioso encontro temos aquele texto tão lindo de João 3 sobre o novo nascimento.

Em outra ocasião, Jesus estava assentado perto de um poço, quando chegou uma mulher samaritana e Jesus começou a conversar com ela. Nós sabemos que o judeu era preconceituoso com as mulheres, principalmente os judeus ortodoxos. E a mulher ainda era samaritana. Os samaritanos eram considerados pelos judeus como a escória da humanidade, como cachorros. E além disso, Jesus sabia que aquela era uma mulher com sérios problemas na sua vida moral. Mas mesmo assim, Jesus conversou com ela, mais uma vez correndo o risco de ser mal interpretado. Às vezes nós precisamos correr o risco de sermos mal interpretados, porque uma alma vale mais do que o mundo inteiro.

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Extraído do Livro “Discipulado Um a Um: Crescimento com Qualidade” – Abe Huber, MDA Publicações, 2012.

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