O que a igreja tem feito hoje em dia?


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Em igrejas na Visão do MDA, os três componentes básicos devem funcionar na seguinte ordem de prioridades: Discipulado um a um, células de crescimento e multiplicação e cultos de celebração.

Numa igreja típica dos dias atuais há quatro componentes, e na ordem inversa dos das igrejas na Visão MDA. A ordem de prioridades dos componentes de uma igreja típica dos nossos dias é:

  • Congregação (um grande ajuntamento, como o culto de adoração);
  • Sub-Congregação (ajuntamentos menores, como a Reunião de Escola Dominical, cursos de noivos, etc);
  • Células ou Pequenos Grupos (um pequeno grupo de 10 a 15 pessoas);
  • Discipulado um a um (poucas igrejas lidam com o modelo um a um. Muitas fazem discipulado grupal, uma classe).

A lista de componentes e prioridades acima tem sido o padrão para a igreja desde a história da igreja primitiva. Alguns grupos têm focalizado quase que inteiramente na Congregação ou, Congregação Sub-Congregação. Mas nos últimos anos, talvez movidas pelo sucesso de outras que fizeram esse caminho, muitas igrejas têm acrescentado Células ou Ministério de Pequenos Grupos aos seus programas. Mesmo assim, a “congregação” tem permanecido como o foco. Isto tem criado um problema monumental que tem afligido e continua a afligir a igreja.


De acordo com numerosos estudos, 80 a 85% das congregações médias são formadas de “espectadores”, ao invés de participantes do ministério. Num grupo assim, tudo é muito autocentralizado. As pessoas vêm atrás do que elas podem receber, mais do que atrás do ministério que elas podem providenciar para outros. Elas não apenas não dão de si mesmas no ministério, mas até mesmo sua frequência é esporádica.

O grande número de espectadores tem um impacto sobre a programação da igreja. Uma vez que a lealdade deles é limitada, para poder segurá-los, a igreja sente a necessidade de abastecê-los. Se os espectadores acham que a igreja está exigindo muito do tempo, do dinheiro, do serviço deles, não é preciso um empurrão muito grande para que eles decidam mudar-se para outro grupo.

A falta de lealdade do espectador pode impactar o tipo de sermão pregado (um apelo forte conclamando ao comprometimento pode provocar um êxodo de pessoas). Por isso muitos pastores agem como pais permissivos: enchem os filhos de gelatina e chocolate porque o paladar exigente deles não tolera feijão, carne e verdura.

O grande número de espectadores nas congregações é o provável responsável por trás da estatística citada anteriormente de Robert Brady, que 95% dos recursos da igreja vão para apoiar ministérios para os crentes, 4,5% são gastos entre povos alcançados, e 0,5% para fazer discípulos dos não alcançados. Para o espectador, uma vez que suas preocupações são primariamente autocentralizadas, não há grande preocupação de alcançar os não alcançados.

Numa grande escala, são os espectadores, e não as ordenanças de Cristo, que estão determinando o ministério em muitas igrejas.

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Extraído do Livro “Igreja em Ação: Desejos e Perspectivas” – Ivanildo Gomes, MDA Publicações, 2011.
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