Os líderes são o exemplo primeiro

fieta-con-amigos-Descobrimos também que o pastor ou líder não pode ter sua casa como um esconderijo secreto. Sua casa não pode ser uma toca impenetrável. Existem alguns “versículos” que nós descobrimos por experiência própria, como equipe:

  • “Aquele amar o seu sofá e as almofadas da sua sala mais do que a mim, não é digno de mim”;
  • “Aquele que amar o seu tapete persa mais do que a mim, não digno de mim”.
  • “Aquele que amar a sua porcelana, sua louça importada mais do que a mim, não é digno de mim”.
  • “Aquele que amar a sua geladeira e a sua despensa mais do que a mim, não é digno de mim”.
  • “Aquele que amar seu conforto, sua privacidade mais do que a mim, não é digno de mim”.
  • “Aquele que amar seu carro, seus bens, seu dinheiro mais do que a mim, não é digno de mim”.
  • “Aquele que amar a televisão, os filmes, a internet, as redes sociais mais do que a mim e às ovelhas, não é digno de mim”.

É claro que estamos parafraseando, mas foi isso que Jesus quis dizer também. Daí nós começamos a abrir as portas da nossa casa e do nosso coração. Tem líderes que o máximo que os discípulos, os liderados conseguem chegar é na área de suas casas. Tem liderados, colegas de ministérios, que estão “juntos” com seu pastor há oito, doze anos, mas esses discípulos não sabem que cor tem sua garrafa de café, a cor da sua geladeira, nem nunca comeram um biscoito sequer na mesa pastoral. Comer juntos na igreja, nas casas dos outros ou em restaurante e locais coletivos não é a mesma coisa que a comunhão do lar do discipulador, do líder-pai!

No norte e nordeste do Brasil, nas cidades do interior, quando alguém chega à casa de outro, vem logo o convite: “Venha para cozinha!”E ali acontece muita conversa, muito bate-papo, boas risadas. Ali se toma café, comem-se várias iguarias, e a comunhão rola solta.

Na minha casa temos uma mesa bem grande, de oito lugares mesmo que nós sejamos apenas três pessoas morando ali. Nessa mesa a gente serve café para os discípulos, mas serve também para os não crente bolos, tapioca, açaí, o que tiver. É incrível como esse comer juntos produz resultados, muitos mesmos, para a glória de Jesus. Quase todo mundo que nós ganhamos foi assim: ganhando primeiro a pessoa para nós, através de um churrasquinho, comida de paraense, peixada de cearense, ou mesmo comendo franguinho assado com baião de dois juntos. Não precisa ser uma coisa cara ou difícil; apenas esse gesto simples de convidar e receber na casa, ou no restaurante, vai fazer muita diferença. O que vai fazer a diferença é se realmente estamos dispostos a valorizar o outro, ter comunhão, gastar tempo de qualidade com a pessoa.

TRANSIÇÃO

 

Extraído do Livro “Transição da Igreja” – Ivanildo Gomes, MDA Publicações, 2014.

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