Saiba mais sobre a imaturidade espiritual



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Em várias referências da Palavra de Deus observa-se que crescimento espiritual parece ser um correlato do crescimento natural do homem (I Co 3. 1-2; Hb 5.13-14). Parece então coerente que, se entendermos o que é imaturidade natural poderemos deduzir o que seria similar àquela, que é a espiritual. Em I Co 13.11, Paulo nos diz que quando ele era menino, falava, sentia e pensava como menino, mas, quando chegou a ser adulto, desistiu das coisas de menino. Baseados nisso podemos dizer que a imaturidade pode ser observada no falar, no sentir e no pensar de alguém.

Diante disso, se faz necessário comparar algumas características próprias da criança com o espiritualmente imaturo, segundo a psicologia.
No falar:
  • Não consegue expressar adequadamente os conflitos interiores; se está com medo, tem febre e diarreia, se está ansioso, dói-lhe o estômago.
  • Fala sempre do que lhe vem à cabeça, não pondera.
  • É chantagista. Se não consegue o que quer, fica emburrada.
  • Fala de seus sonhos e fantasias como se fossem realidade.
No Pensar:
  • Vive despreocupadamente, como se o amanhã não existisse.
  • É extremamente  egoísta. Pensa que o mundo existe por causa dela; tudo deve girar em torno dela.
  • Não tem senso de limite. Tudo aquilo que pensa quer que seja realidade imediatamente.
  • Possui pensamento mágico. Pensa que tudo pode acontecer num simples passe de mágica, como se não se exigisse esforço algum.
No sentir:
  • Não consegue dominar as próprias emoções
  • Não consegue se colocar no lugar do outro. Julga com muita facilidade.
  • Não consegue fazer nada sozinha, sempre tem de ser acompanhada.
  • Tudo o que é novo e desafiante lhe causa medo, entra em pânico.
  • É extremamente preocupada com a opinião dos outros.
  • É preocupada demasiadamente com o seu corpo.
  • Não é capaz de dar sem receber algo em troca. Para ela, amar é trocar. É egoísta.

Além desses pontos, podemos ainda salientar o pensamento onipotente da criança, que se acha capaz de todas as coisas. Não consegue ter senso crítico adequado ( a sua percepção da realidade é completamente afetada, em função da sua tendência de idealizar o que é bom e depreciar completamente aquilo que não está de acordo com o seu desejo).

Como se pode observar, a imaturidade natural está intimamente relacionada com a espiritual. Na verdade, é muito difícil fazer uma distinção entre maturidade natural e espiritual, visto que as realidade espirituais devem ser expressas na experiência cotidiana ou natural do indivíduo.

Observando atentamente cada característica da criança vamos constatar que em todas elas o Ego é colocado no centro. Podemos afirmar que a centralidade no Ego é a origem não só dos pecados, mas também de toda atitude que, mesmo não sendo pecaminosa, é inconveniente. Pode-se afirmar, então, que toda imaturidade é caracterizada pelo fato do Ego estar no centro de nossas vidas. Sendo assim, o padrão de maturidade adequado seria aquele que devolve ao Ego a sua posição original, como Deus planejou. A grande questão de nossas vida é renunciar ao ego. Quando se entra nesse princípio, está-se entrando no princípio da maturidade. Baseado nesse entendimento, observa-se que é correto afirmar que a maturidade não é um lugar que eu devo alcançar, mas, sim, um processo no qual devo estar inserido. Ex: Paulo: “Prossiga para o alvo…” (Ao usar o conceito “maturidade”, não estou, com isso, referindo-me a um nível tão elevado em que não se precise aprender mais, mas ao fato de que uma das características do amadurecimento é o estar sempre aberto para aprender com alguém).

Temos agora três fatos. O primeiro é que Jesus é o padrão. O segundo é que o discipulador deve ser o padrão para que seu discípulo o imite – como vimos pelo exemplo de Paulo. Por fim, temos a conclusão de que o princípio bíblico da maturidade é a renúncia do Ego. A isso chamamos: O princípio da Cruz. Se a nossa conclusão é verdadeira, devemos observar que na vida de Jesus esse princípio estava em operação, ou seja, a vida de Jesus, narrada nos evangelhos, foi uma vida de Cruz. Sendo assim, cai por terra o entendimento de que é impossível alcançar a estatura da maturidade, descrita em Efésios 4.11-14.

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Extraído do Livro “Discipulado Fácil” – Elvis Oliveira, MDA Publicações, 2010.
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